A cada esquina está surgindo uma nova pesquisa eleitoral. Não se trata mais de termômetro, mas de febre alta. Números brotam como se fossem previsões do tempo — cada um anunciando um clima diferente, sempre favorável a quem encomendou. O curioso é a multiplicação dos institutos. Alguns aparecem do nada, sem história, sem rosto, mas com resultados prontos e certeiros. São como figurantes que entram no palco já aplaudidos, mesmo sem nunca terem ensaiado. No fim, a dúvida não é mais quem está na frente. É saber qual pesquisa ainda merece ser levada a sério — se é que ainda existe alguma que não tenha dono antes mesmo de ter método.