Há um peso silencioso quando o jornalismo troca a lucidez pelo acerto de contas. As derrotas do passado, naturais na arena das campanhas e das ideias, não deveriam sobreviver nas entrelinhas de quem escreve para o público. O ofício da palavra exige grandeza: informar sem rancor, analisar sem feridas abertas. Afinal, a credibilidade nasce justamente da capacidade de separar memórias pessoais da responsabilidade coletiva de comunicar.