No esporte coletivo, há atletas que deixam o time, mas continuam se comportando como se ainda fossem titulares. Ficam à beira do campo dando instruções, questionando jogadas e imaginando que a partida ainda gira em torno deles. Na gestão pública, acontece algo parecido. Alguns não se conformam com a condição de “ex”. A saída do cargo encerra o mandato, mas não o desejo de comandar. Mesmo fora da escalação, insistem em ocupar os bastidores, alimentando a esperança de que a autoridade de ontem ainda tenha o mesmo peso de hoje. Enquanto isso, o jogo segue. Novos jogadores entram em campo, novas estratégias são testadas e a torcida espera resultados. Afinal, em qualquer equipe, saber a hora de passar a bola é tão importante quanto saber a hora de deixar o gramado.