Alguns analistas da política brasileira afirmam que raramente se viu um número tão grande de postulantes à Presidência da República com currículos e propostas considerados superficiais para ocupar o cargo mais importante da nação. Enquanto isso, o eleitor assiste ao desfile, tentando distinguir estadistas de aventureiros. A participação política cresceu como rabo de cavalo: comprida, vistosa e chamativa. Mas cabelo comprido não faz do cavalo um campeão. Da mesma forma, multiplicar candidaturas não garante líderes preparados. No fim, a democracia continua fazendo a mesma pergunta de sempre: entre tantos nomes, quem realmente está à altura da cadeira que pretende ocupar?