Há gestões no Brasil que já não cabem na figura de um só comandante. Disfarçadas de liderança única, operam como verdadeiros triunviratos — três cabeças, três vontades, e um só poder dividido nos bastidores. De fora, parece ordem. Por dentro, é negociação constante, equilíbrio frágil e decisões que nascem mais do acordo do que da convicção. Governa-se menos pelo rumo e mais pela conveniência. E assim, entre acordos silenciosos e disputas veladas, o poder deixa de ser direção e passa a ser partilha — onde ninguém manda sozinho, mas todos influenciam demais.