Na política paraense, a memória costuma ser seletiva. Há quem hoje escreva críticas severas, mas que, não faz muito tempo, ocupava lugar confortável sob a sombra de outros governos. Para alguns conhecedores desse cenário, o tom inflamado não revelaria exatamente preocupação com o interesse público, e sim uma conhecida “dor de cotovelo” — ou a saudade das benesses que um dia acompanharam a proximidade do poder. É uma leitura que circula nos bastidores, embora esteja longe de representar um consenso. Afinal, não se trata de uma avaliação coletiva, mas de percepções estritamente pessoais de quem observa a política com suas próprias lentes. Nessa arena, cada narrativa encontra seus defensores, e cada crítica carrega, além das palavras, a história de quem a escreve.