PONTE DO SAPUCAIA CAMINHA COMO A JUSTIÇA

Parodiando o caminho da justiça, o percurso da reparação da Ponte Sapucaia, em Bragança, no Pará, parece ter seguido todos os degraus do poder público brasileiro. Tudo começou na primeira instância, pelas mãos de um vereador bragantino, que levantou a voz em defesa da população cansada de esperar por providências. O clamor atravessou gabinetes, ganhou eco e subiu para a segunda instância, agora conduzido por um deputado estadual, que transformou a reclamação local em pauta regional. Mas como toda grande novela brasileira, o caso não parou por aí. O problema atravessou fronteiras políticas e chegou ao plano superior, com a participação de um deputado federal, levando a demanda aos corredores de Brasília, onde promessas costumam andar mais rápido que as obras. Por fim, numa espécie de recurso ao “Supremo” das estradas, o prefeito do município apelou diretamente à presidência do DNIT — Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes — autarquia federal vinculada ao Ministério da Infraestrutura e responsável pelas rodovias do país. Depois de tantos caminhos percorridos, entre discursos, ofícios, cobranças e esperanças, o povo já não quer saber de instâncias, recursos ou competências. Quer apenas atravessar a ponte com segurança e dignidade. Achamos que agora, finalmente, o assunto poderá ser definido. Afinal, quando um problema sai das margens da Sapucaia e chega ao topo da estrutura federal, espera-se que a solução não fique apenas no papel, mas se transforme em concreto, ferro e compromisso com a população bragantina.

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