CRIANDO DISCÍPULOS

A passagem de alguns presidenciáveis por Belém, nos últimos tempos, nos remete a 1960, quando Jânio Quadros se elegeu Presidente do Brasil. Usou na campanha como símbolo uma vassoura, para varrer a corrupção e tudo de errado na política brasileira. Fez uma cruzada eleitoral, baseada em identificação com as massas. Passava a ideia de um cidadão simples, que tinha como objetivo: moralizar o país. O paulista gostava de afirmar que não tinha vínculos com os políticos tradicionais, embora tivesse sido vereador, prefeito e governador de São Paulo. Apostava mais na imagem do que no conteúdo. Não explicava a maneira pela qual iria resolver os problemas nacionais. Jânio se elegeu e governou apenas sete meses, pois renunciou em 25 de agosto de 1961. Durante este breve período, tomou medidas polêmicas de pouca importância, sofreu duras críticas e não conseguiu estabelecer uma relação harmônica com o Congresso Nacional. Em pouco tempo foi considerado um dos presidentes mais corruptos do Brasil.

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“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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