Livro recém-lançado traz a história de um artista que cantou para autoridades de Estado e chefões do tráfico, fez residências em cassinos e hotéis de luxo e se apresentou em igrejas, reuniu multidões de dezenas de milhares no exterior enquanto animava churrascarias no Brasil.
Em 1969, quando foi escolher a foto de capa de seu segundo disco, “Tudo Passará”, Nelson Ned fez questão de selecionar uma imagem que o mostrasse por inteiro, e não só seu rosto, como a gravadora havia feito em seu lançamento anterior. “Não tenho o que esconder, sou pequeno e boto pra quebrar!”, ele disse. O cantor de 1,12 metro de altura lançava seu primeiro álbum de composições próprias.
Ele conta como Ned tinha um amor próprio quase inabalável, mas sofria com as consequências de como a sociedade o encarava por causa do seu tamanho –especialmente em relacionamentos amorosos. É uma situação retratada em “Tamanho Não é Documento”, mas que deixou marcas em muitas de suas músicas.
Ned era representante de uma música romântica popular, tida como brega, pobre esteticamente e alienada, em comparação com a tropicália, a bossa nova e os artistas mais engajados politicamente em meio à ditadura militar. Era considerado ‘a voz dos excluídos’
Nome do livro – TUDO PASSARÁ – A VIDA DE NELSON NED, O PEQUENO GIGANTE DA CANÇÃO
Fonte : Jornal de Brasília