REVOADA ELEITORAL

Em Bragança, às margens do Rio Caeté, não é só o vento que muda de direção — é também o rumo de quem sonha com voto. De repente, como numa revoada bem ensaiada, surgem pré-candidatos de todos os cantos, sobrevoando ruas, feiras e esquinas com discursos prontos e promessas recém-saídas do ninho. Uns pousam leves, com conversa mansa e sorriso largo. Outros fazem rasante, tentando chamar atenção no grito e na pressa. Há ainda os que apenas circulam, esperando o melhor momento para descer e se apresentar como novidade, embora o eleitor já reconheça o voo antigo. Enquanto isso, o povo observa do chão, acostumado com esse espetáculo que se repete a cada temporada. Sabe que, passada a revoada, muitos voltam para longe, e poucos ficam para enfrentar o tempo firme do compromisso. No fim, entre penas e promessas, fica a velha pergunta ecoando na beira do Caeté: quem veio para ficar… e quem só veio dar uma voltinha?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[SIMPLE_POLL id="492"]
OUTRAS NOTÍCIAS

Desenvolvido Por
Belém Sistemas
(91) 98079-5456