No mínimo impressionante. Uma parcela expressiva dos brasileiros se diz contrária às bets, mas o assunto parece passar longe do debate mais profundo da imprensa. Enquanto isso, encontramos diariamente números sobre crescimento, consumo, empregos e economia, muitas vezes apresentados conforme o ângulo de interesse de quem os divulga. Mas onde estão as reportagens investigativas sobre o impacto das apostas na vida das pessoas, nas famílias e no orçamento doméstico? As bets chegaram silenciosamente, ganharam espaço, publicidade e normalidade. E talvez o mais preocupante seja justamente isso: quando um problema se torna cotidiano, deixamos de enxergá-lo como problema. Não se trata de demonizar a imprensa, mas de perguntar: por que há tanto interesse em medir a economia e tão pouco interesse em medir o preço social dessa nova indústria?