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Pero Vaz de Caminha

ALUGUÉIS NAS ALTURAS

Em Bragança, a Pérola do Caeté, o burburinho da vez não vem das marés nem das feiras, mas dos contratos de aluguel para órgãos públicos. Casas que antes passavam despercebidas agora ganham status de “imóveis estratégicos”, com valores que fazem o contribuinte franzir a testa. Entre corredores e assinaturas, surgem perguntas que ecoam mais alto que respostas: é necessidade ou conveniência? Enquanto isso, o cidadão comum segue pagando a conta, assistindo de longe a dança dos contratos — onde nem sempre fica claro quem conduz e quem apenas acompanha o ritmo.

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Pero Vaz de Caminha

SURGINDO NOVA LIDERANÇA

Segundo recentes pesquisas publicadasm o prefeito de Bragança no nordeste do Pará, Mário Júnior (MDB) consegue extraordinários percentuais de aceitação em sua gestão. Quase 80% deve estar superando a marca de outros gestores em governos municipais passados. Principalmente se for considerado o tempo que ocupa o poder. Sem dúvidas, tudo isto pode estar demonstrando uma nova liderança política da região bragantina. Participando inclusive de decisões de políticas regionais através do MDB.

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Pero Vaz de Caminha

ATACANTES ESCOLHIDOS

Na política, raramente o ataque nasce por acaso. Quase sempre há um personagem escolhido a dedo, escalado como se estivesse entrando em campo numa final decisiva. Não fala por impulso, fala por missão. É o crítico oficial, aquele que diz o que outros preferem sussurrar nos bastidores. Enquanto alguns preservam a imagem de diplomatas, ele veste a armadura do confronto. Exagera no tom, carrega nas palavras e, muitas vezes, ultrapassa limites calculados. Não é descuido — é estratégia. Afinal, alguém precisa testar o terreno, medir a reação, desgastar o adversário. Se a crítica cola, vira discurso coletivo. Se repercute mal, vira opinião isolada. E o jogo segue, com a mesma velha tática: na política, nem todo ataque é espontâneo — muitos já entram em cena com roteiro, personagem e plateia

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A RECIPROCIDADE

O mundo está percebendo que o termo ‘reciprocidade’, está em pleno uso em todos os momentos e atos possíveis. O “entregar a outra face” um ensinamento de Jesus no Sermão da Montanha, que significa não responder à violência com outra violência, evitando a vingança e a retaliação, parece ter caído no esquecimento. Até na base para amizades e relacionamentos amorosos, onde ações de cuidado, carinho e atenção são devolvidas proporcionalmente, fortalecendo o vínculo e evitando desequilíbrios emocionais, a reciprocidade está se tornando uma realidade. De volta a antiga expressão – bateu, levou!

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OS BAILES DA VIDA

Chitãozinho e Chororó cantam de Milton Nascimento, ‘Nos bailes da vida’; que o artista vai onde o povo está. Creio que o mesmo deveria acontecer com os gestores públicos. È a melhor maneira de conhecer os problemas e ansiedades de uma população. Quando ele se afasta do público, deve estar acontecendo também que o povo está se afastando dele. É inconcebível que um gestor público principalmente aquele eleito possa tomar este tipo de atitude. É inadmissível governar sem o apoio popular. Governar a partir de um gabinete ouvindo apenas os áulicos do poder, é iniciar um suicídio ou isolamento político. Deixar de ser aquele que nas eleições se embrulhava com povo batendo no peito prometendo as mudanças que os eleitores precisavam, não passa de um embusteiro participando de um estelionato

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Pero Vaz de Caminha

CONSELHOS SUSSURRADOS

Há ditados que atravessam o tempo como se fossem conselhos sussurrados pelos mais antigos. “Quando um não quer, dois não brigam” é um deles. Simples na forma, profundo no sentido. No fundo, ele revela que conflito nunca é obra de um só — precisa sempre de combustível dos dois lados. Mas a vida ensina um detalhe que o ditado nem sempre diz em voz alta: quando um não quer, não há briga… há distância. Há silêncio. Há portas que se fecham sem alarde. Porque evitar o confronto muitas vezes não é sinal de fraqueza, mas de escolha. E assim, em vez de gritos, surgem ausências. Em vez de disputa, o afastamento. No fim, não é a briga que define as relações, mas quem decide ficar — e quem prefere apenas

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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