ANO ELEITORAL EM BRAGANÇA

Bragança, em ano eleitoral, vira mais uma vez palco de teste de força. A cidade observa, anota e compara. De um lado e do outro, os grupos adversários seguem abastecidos: chegam obras, promessas, visitas oficiais e discursos afinados, com carimbo do governo estadual e do federal. Tudo parece equilibrado no papel, mas a urna costuma ter memória própria. No fim, Bragança não escolhe quem ajudou mais — escolhe quem convenceu melhor. E voto, por aqui, ainda é o único apoio que não vem por convênio.

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BALÕES DE ENSAIO

Começa o ano eleitoral e, junto com os fogos que ainda ecoam do réveillon, estouram também as especulações. Antes mesmo de o calendário virar de verdade, já tem candidato em modo “quase”, pré-candidato em modo “talvez” e apoiador jurando fidelidade eterna — até a próxima conversa de esquina. Nos cafés, nas feiras e nos grupos de WhatsApp, nomes são lançados como balões de festa: alguns sobem rápido, outros murcham antes do Carnaval. Todo mundo sabe de tudo, ninguém confirma nada, mas todos garantem que “a fonte é segura”. É o ritual de sempre. O ano mal começou, mas a política já corre em ritmo de campanha. E, como manda a tradição, o eleitor assiste de longe, desconfiado, esperando para ver quem ainda estará de pé quando a especulação virar voto.

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PRECISANDO DE LIMPEZA POLÍTICA

Em Bragança, no Pará, o cenário político anda parecendo um igarapé sem controle. As jacintas (insetos) se multiplicam na superfície, bonitas à primeira vista, mas sufocando o que está embaixo. Assim também surgem discursos floridos, ocupando todo o espaço, enquanto o essencial fica sem ar. Nos bastidores, ratos correm apressados, mudam de lado conforme a maré e sobrevivem de restos, sempre atentos a qualquer migalha de poder. Já os gatos, que deveriam manter a ordem, às vezes preferem fechar os olhos, outras vezes fingem caçar apenas para manter a pose. No confronto, ninguém é exatamente predador ou presa. Há mais igualdade do que se admite: todos disputando território, todos alegando utilidade pública. No fim, o povo observa a fauna crescer, a água turvar, e se pergunta quando alguém vai limpar

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CHEGADA DAS INCONVENIÊNCIAS

A gente projeta o futuro como quem traça uma linha reta no papel: limpa, firme, sem borrões. Tudo parece caber ali — planos, certezas, datas marcadas. Mas o tempo, esse sujeito indisciplinado, gosta de dobrar a folha. De repente surgem as inconveniências. Pequenas no começo, quase educadas, pedindo licença para entrar. Depois se espalham: um imprevisto aqui, uma decepção ali, uma conta fora do orçamento, um silêncio onde antes havia promessa. Nada disso estava no projeto. E é nesse instante que o futuro deixa de ser desenho e vira construção de verdade. Porque só permanece de pé o plano que aprende a conviver com os desvios. O resto era ilusão bem-intencionada — bonita no papel, frágil na vida.

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ACREDITANDO SEMPRE

Com a aproximação do ano eleitoral o ex-prefeito de Bragança no nordeste paraense, Raimundão (MDB), não esconde de ninguém muito menos do próprio eleitorado que é candidatíssimo a deputado estadual em 2026. Diante de qualquer pedido de informação responde com firmeza que apesar de estar inelegível no momento, até lá estará liberado pela justiça. Na realidade ter fé é ter confiança absoluta em alguém ou em algo. Lembrando a expressão bíblica – “Fé move montanhas” que permite superar obstáculos gigantescos, que parecem impossíveis.

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FÉ TEMPORÁRIA

Quando o calendário eleitoral se aproxima, começa a piscar em vermelho, o político brasileiro desenvolve um súbito e profundo apreço pela fé alheia. Descobre-se devoto, peregrino e quase beato. Passa a frequentar festas religiosas nos mais distantes municípios, sempre com um sorriso treinado, mãos postas e olhar voltado para o céu — ou para a lente do celular mais próximo. Nessas ocasiões, o santo vira cabo eleitoral, a procissão se transforma em palanque itinerante e a missa termina em sessão de fotos. O político faz questão de chegar cedo, cumprimentar todos, carregar andor, acender vela e repetir frases genéricas sobre “fé do povo” e “tradição que precisa ser preservada”. Não importa muito qual seja o padroeiro; o importante é estar presente, visível e bem enquadrado. Curiosamente, fora do período eleitoral,

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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