
APRENDENDO COM A EXPERIÊNCIA
Há quem aprenda com a experiência. E há quem, diante dela, prefira correr. O primeiro percebeu a armadilha. Não fez alarde, não derrubou a mesa, não saiu gritando pelas portas. Apenas olhou com atenção, entendeu o mecanismo e contornou o obstáculo. Talvez tenha sido a experiência que lhe ensinou a desconfiar das aparências. Ou simplesmente o tempo, esse professor que cobra caro, mas raramente deixa de ensinar alguma coisa. O segundo também percebeu. Só que chegou a uma conclusão diferente: aquilo não era um espetáculo para ser assistido apenas com os parceiros de sempre. Havia outros atores, outros interesses, outros roteiros. E quando percebeu que poderia acabar representando um papel que não escolhera, preferiu a saída mais antiga e eficiente da humanidade diante do perigo: fugir. Não há grande novidade




