POSTAGEM NÃO É TRABALHO

Há deputado que confunde curtida com voto, compartilhamento com compromisso e postagem com presença. Acredita, sinceramente, que aparecer sorridente em três fotos por semana, repetir bordões prontos e gravar vídeos mal enquadrados seja suficiente para renovar o mandato. Não pisa no chão batido das comunidades, não escuta reclamação, não enfrenta fila nem sol. Mas está sempre “on-line”, convencido de que o algoritmo conhece melhor o eleitor do que o aperto de mão. Vive para a foto, governa para o enquadramento e legisla para a legenda. Esquece que rede social não vota, não enfrenta desemprego, não depende de hospital público nem de estrada esburacada. A internet amplifica, mas não substitui. Ela mostra, mas não garante. No dia da eleição, quando a urna não confirma a popularidade digital, sobra a surpresa —

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CONVERSA AO ‘PÉ DO OUVIDO’

O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB) viajou de férias para o exterior, mas segundo um sempre frequentador do Palácio Antônio Lemos, ele teria deixado um recado político para alguns. Que poderá se transformar em uma bomba de vários megatons. Aborrecido por razões desconhecidas até o momento, confidenciou ao ‘pé do ouvido’ o desejo de renunciar ao cargo. Passaria a faixa para o vice Cássio Andrade e se tornaria candidato a deputado federal nas próximas eleições, inclusive aproveitando também o prestígio eleitoral do vice que está no MDB e que já foi deputado federal.

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MANDADO TEM URGÊNCIA

A Câmara Municipal de Bragança no nordeste paraense não se faz de rogada, em, através de advogados, apresentar vários recursos perante à Justiça, no sentido de não obedecer uma determinação de Mandado de Segurança para revogação da cassação da vereadora Tati Rodrigues (PSDB). A Câmara perdeu mais uma entre outras. No fundo, os recursos impetrados não passam de medidas protelatórias, uma vez que um Mandado de Segurança, pelo contrário, merece urgência.

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MARKETING TRAVESTIDO

Pesquisa eleitoral muito antecipada não mede voto; mede barulho. Funciona mais como outdoor estatístico do que como retrato fiel da vontade popular. Sai cedo demais, quando o eleitor ainda está ocupado em sobreviver, não em escolher candidato, mas já aparece com cara de sentença. Serve, quase sempre, para turbinar nomes específicos. Cria a ilusão do “já ganhou”, atrai aliados oportunistas, libera cofres e intimida adversários. Quem aparece bem vira “fenômeno”; quem não aparece, some antes mesmo de existir. É menos ciência e mais marketing travestido de número. No fim das contas, essas pesquisas não antecipam o futuro — tentam fabricá-lo. E, como toda propaganda bem-feita, repetida à exaustão, acaba convencendo muita gente de que liderança se mede antes da campanha, antes do debate e, principalmente, antes do voto.

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AGENDAS DE FINAL DE ANO

Final de ano é quando agendas públicas e privadas entram em modo frenético. Prefeitos reaparecem sorridentes, inauguram o que dava para inaugurar, prometem o que ficou para janeiro e disputam palco com fogos e bandas. Do outro lado, empresários de eventos afinam caixas, contratos e discursos — porque dezembro, no Brasil, não é só confraternização, é sobrevivência anual. Praças viram salas de estar, palcos brotam como árvores de Natal e a cidade inteira vira vitrine. Para uns, é celebração; para outros, investimento; para muitos, apenas barulho. Mas há um consenso silencioso: ninguém quer passar o réveillon devendo favores. Assim, entre luzes, discursos e shows, o ano termina do jeito mais brasileiro possível — com festa, negociação e promessa misturadas no mesmo pacote.

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SEMPRE VIGILANTES

Fuja do macio demais, do tom excessivamente educado, da concordância automática. Desconfie de quem nunca diz não, de quem aceita qualquer missão sem pestanejar, de quem ontem estava do outro lado e hoje jura lealdade eterna. Causa cautela aquele que sempre sabe mais do que todos, que faz questão de lembrar o quanto “sacrificou” a própria carreira para impulsionar a sua. Fique atento ao que tenta te isolar, ao que sutilmente afasta você de outras convivências, como se o mundo coubesse apenas naquele círculo conveniente. Esse tipo não perde eleições nem batalhas: apenas muda de endereço. Na derrota, reaparece ao lado dos novos vencedores, com o mesmo discurso, a mesma devoção reciclada. Por vezes, os adversários são mais sinceros — ao menos não escondem o conflito. Já os áulicos bajuladores

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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