JOÃO PAULO DE OLHO NA ALEPA

Temporada de posições políticas em Bragança no Pará converge para possibilidades de vereadores se dedicarem a uma candidatura a deputado estadual, nas eleições do ano em curso. Recentemente este espaço publicou a possível candidatura da vereadora Tati Rodrigues (PSDB) à uma cadeira na Alepa, Agora na internet colhemos a notícia de que o também vereador João Paulo (PP), estaria pretendendo conquistar uma cadeira no parlamento estadual paraense. Como dizia o barão de Itararé – Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

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PASSADO E PRESENTE

Nos municípios brasileiros, a política tem memória curta, mas comparação longa. Basta a troca de gestor para que o passado volte a circular em discursos, entrevistas e mesas de café, quase sempre como espelho — ou como espantalho — do presente. Os gestores passados ganham duas versões com o tempo: a romantizada e a demonizada. Na primeira, “naquela época tudo funcionava”, as ruas eram mais limpas, o servidor mais respeitado, a prefeitura mais organizada. Na segunda, herdada pelos atuais, sobra sempre uma terra arrasada, cofres vazios, contratos suspeitos e promessas que nunca saíram do papel. Curiosamente, ambas convivem na mesma cidade, separadas apenas pelo interesse de quem conta a história. O gestor atual, por sua vez, vive o dilema da vitrine. Diferente dos antecessores, governa sob o olhar constante das

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POPULARIDADE E DEMAGOGIA

É justamente aí que mora a dificuldade dos adversários. Atacar um governo popular exige mais do que ironia, memes ou bravatas. Exige proposta, coerência e, principalmente, paciência. Porque o povo pode até se decepcionar, mas não abandona com facilidade aquilo que reconhece como seu. Já o governo demagogo vive de outra matéria-prima. Ele não governa, encena. Alimenta-se de promessas grandiosas, frases de efeito e inimigos imaginários. Sua popularidade é inflada, ruidosa, mas frágil. Depende do aplauso constante e do conflito permanente. Sem palanque, murcha. Sem plateia, revela o vazio. A diferença entre um e outro aparece com o tempo. O governo popular suporta crises, críticas e até erros, porque tem raízes. O demagogo, ao primeiro vento contrário, corre para o discurso vitimista ou para a caça às bruxas. Um dialoga,

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DOMINADO PELO MEDO

Há quem atravesse a eleição de peito estufado, proclamando-se vencedor absoluto antes mesmo da poeira baixar. Fala em maioria, em força popular, em adversário derrotado. Mas, curiosamente, não consegue seguir em frente sem olhar pelo retrovisor. Continua a atacar, a desqualificar, a cutucar aquele que, segundo o próprio discurso, já estaria fora do jogo. Na prática, a velha regra da rua ensina: não se chuta cachorro morto. Quem vence de verdade por antecipação não perde tempo explicando vitória nem tentando convencer os outros de que o outro já perdeu. A obsessão em denegrir o adversário revela mais insegurança do que poder. É como gritar “já ganhei’ com medo de que alguém não acredite. Em política, uma possível vitória sólida se prova no silêncio, nos gestos e na capacidade de articular.

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CANDIDATOS DO PREFEITO

Em entrevista de final de ano o prefeito Mário Júnior (MDB) de Bragança na região nordestina do Pará, declarou seu apoio para deputados federais nas próximas eleições. Foi enfático dizendo que o atual ministro Jader Filho (MDB), terá seu apoio e ainda também a tentativa de reeleição da deputada federal Dilvana Faro (PT), esposa do senador Beto Faro. A referida entrevista foi através de uma emissora de rádio da cidade.

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TRANSPARÊNCIAS NÃO OBEDECIDAS

Segundo o jornal Folha de São Paulo, mesmo após quatro meses de investigações da Polícia Federal, 41 municípios não explicaram o destino de R$ 43 milhões em emendas parlamentares distribuídas pelo Congresso Nacional. O ministro do STF Flávio Dino ordenou que a PF investigasse R$ 85 milhões em repasses não detalhados. Um plano de trabalho sobre o uso dos recursos deveria ser apresentado em um site do governo federal.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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