FESTIVIDADES DA MARUJADA
Começaram ontem, e Bragança acordou diferente. Não foi o barulho comum da cidade que anunciou o dia, mas o som antigo dos tambores, como se o chão do nordeste do Pará lembrasse aos pés apressados que ali há uma história que não se apressa. A Marujada não começa quando o primeiro marujo dança. Ela começa antes, na fé guardada em silêncio, na roupa preparada com cuidado, no olhar de quem sabe que tradição não é espetáculo: é compromisso. Em Bragança, São Benedito não é apenas santo; é parente próximo, é presença que atravessa gerações. Enquanto as cores tomam as ruas e os chapéus se alinham como ondas organizadas, a cidade parece suspender o tempo. A Marujada mistura devoção e festa sem pedir licença à modernidade. Ali, dançar é rezar com