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Pero Vaz de Caminha

FALTANDO ALTRUÍSMO

Será que falta altruísmo àqueles que não sabem aceitar a derrota em uma disputa? Na política, onde o interesse coletivo deveria prevalecer sobre as ambições pessoais, perder parece, para alguns, algo inadmissível. Incapazes de reconhecer a vontade da maioria, preferem alimentar a discórdia, contestar resultados e transformar o inconformismo em espetáculo. Recorrem, então, ao velho jus sperniandi, o suposto direito de espernear diante de uma derrota. Esperneiam, questionam, acusam e, muitas vezes, ignoram que toda disputa democrática pressupõe uma regra fundamental: saber ganhar, mas também saber perder. O problema não está em contestar, pois questionar é legítimo quando há fundamentos. O problema começa quando a contestação deixa de buscar a verdade e passa a servir apenas ao orgulho ferido de quem não aceita o resultado. Talvez seja justamente aí que

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Pero Vaz de Caminha

JADER BARBALHO 82

A história transmite que todo líder, é amado ou odiado. É difícil encontrar unanimidade. O grande líder ultrapassa os tempos normais de duração na vida pública. Principalmente em um regime democrático. Não há o que discutir sobre a longeva liderança do atual senador Jader Barbalho, que amanhã 27/10 estará completando 82 anos de idade. Conseguindo quase todos os cargos eletivos existentes no Brasil. Cerca de 60 anos na vida política, perdeu apenas uma eleição. Para governador, quando Almir Gabriel conseguiu a reeleição. Nunca foi candidato a prefeito, nem a vice-presidente ou a presidente da República. Começou a carreira política como vereador de Belém do Pará. Um dos fundadores do PMDB, e nunca mudou de partido. Nossos parabéns, ao grande líder paraense.

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Pero Vaz de Caminha

O DIREITO DE DECIDIR

A grande diferença entre a democracia e a ditadura está no direito de escolher. Na democracia, o povo tem voz, tem vontade política e pode expressar suas opiniões, inclusive nas urnas, elegendo seus representantes ou retirando-lhes o apoio quando não correspondem às suas expectativas. Na ditadura, ao contrário, a vontade popular é sufocada pelo poder de poucos. O cidadão perde a liberdade de escolher, de contestar e, muitas vezes, até de falar o que pensa. A democracia não é perfeita, pois depende de escolhas humanas, que nem sempre são acertadas. Mas tem uma grande vantagem: permite corrigir os erros pelo voto, sem que seja necessário recorrer à força. Na democracia, o povo pode mudar os governantes; na ditadura, os governantes tentam impedir que o povo mude o rumo da história.

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A MENTIRA REPETIDA NO NAZISMO

Há mentiras que, de tanto serem repetidas, começam a vestir a roupa da verdade. Não porque tenham adquirido fundamento, tampouco porque resistam ao confronto com os fatos, mas porque a repetição, quando bem calculada, tem o poder de anestesiar a dúvida e transformar o absurdo em algo familiar. E aquilo que se torna familiar, para muitos, acaba parecendo verdadeiro. A propaganda nazista compreendeu muito bem a força desse mecanismo. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, tornou-se associado à ideia de que a repetição sistemática poderia moldar a percepção coletiva e servir aos interesses de um regime totalitário. Mais do que informar, a propaganda pretendia fabricar consensos, eleger inimigos e converter preconceitos em certezas. A mentira, nesse contexto, não era um deslize: era um instrumento de poder. O mais inquietante

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O PODER PELA BAJULAÇÃO

Na trajetória de um político, há fatos curiosos que merecem ser observados com atenção. Um deles é o surgimento de certas figuras que, sem fazer muito barulho, começam a se aproximar. No início, apenas acompanham. Depois, abrem a porta do carro, carregam a pasta e se mostram sempre disponíveis. Não questionam, não discordam, não incomodam. Apenas ficam por perto. Com o tempo, a proximidade se transforma em influência. Já não se limitam a acompanhar a agenda: passam a organizar os compromissos, selecionar quem será recebido e até decidir quais assuntos merecem a atenção do chefe. Quando se percebe, o simples acompanhante tornou-se conselheiro, filtro e juiz das conveniências políticas. A intimidade cresce, os limites desaparecem e, em certos casos, o personagem conquista um poder que chega a ultrapassar o da

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Pero Vaz de Caminha

PAGANDO POR UMA DISPUTA

Superdimensionar crises econômicas e políticas, alimentar conflitos entre situação e oposição e, por vezes, estimular o ódio são atitudes que não deveriam fazer parte do papel de uma imprensa que se considera grande e responsável. Informar é essencial; distorcer a percepção dos fatos, explorar o medo e transformar divergências em guerras permanentes é outra coisa. A mídia tem o poder de esclarecer a sociedade, mas também pode aprofundar divisões e alimentar ressentimentos. Quando a disputa pelo poder se sobrepõe ao compromisso com a verdade e com o interesse público, o país fica em segundo plano. O crescimento econômico, a geração de empregos e a melhoria da vida da população tornam-se meros detalhes diante dos interesses políticos e econômicos de alguns. Uma nação não avança quando seus cidadãos são constantemente estimulados

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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