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Pero Vaz de Caminha

O RISCO DA MUDANÇA

Trocar o certo pelo duvidoso nunca foi um bom caminho na vida. Muitas vezes, movidos pela impaciência, pela insatisfação ou pela promessa de algo melhor, abandonamos aquilo que conhecemos para apostar no que ainda não sabemos onde vai dar. Na política, não é diferente. A troca pode até parecer necessária, mas toda mudança carrega consigo um risco. E, quando a escolha é feita mais pelo desejo de romper com o presente do que pela certeza de um futuro melhor, a conta pode ser alta. Há ainda a ansiedade criada pela expectativa. Promessas crescem, esperanças se multiplicam e, quando a realidade chega, nem sempre corresponde ao que foi imaginado. O entusiasmo de hoje pode transformar-se na frustração de amanhã. Por isso, antes de trocar o certo pelo duvidoso, talvez seja prudente

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Pero Vaz de Caminha

BATE PAPO NO ACARAJÓ

O ex-deputado Joércio Barbalho recebeu com muita alegria em sua residência na vila do Acarajó, em Bragança na Pérola do Caeté, a visita de Rafael Franco, assessor do deputado estadual Victor Dias e José Neto, assessor do professor Maneschy, candidato a deputado federal. Uma agradável conversa sobre política, tanto as do passado como as atuais. As articulações fazem partes de uma campanha eleitoral.

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Pero Vaz de Caminha

DNIT É CRITICADO NO NORDESTE DO PARÁ

Há lugares onde a paciência do povo parece ter prazo de validade. Na região nordestina do Pará, a impressão é de que essa paciência já passou — e faz tempo. O DNIT, que deveria ser presença de solução, começa a ganhar a incômoda fama de “persona non grata” por conta dos contínuos atrasos em obras, conclusões e reparos nas rodovias federais, as conhecidas BRs. Enquanto os prazos vão sendo empurrados para frente, quem precisa das estradas continua enfrentando buracos, trechos deteriorados, poeira, lama e, principalmente, a incerteza de quando a situação será finalmente resolvida. Promessas de conclusão parecem seguir o mesmo destino de algumas obras:  ficam pelo caminho. E cada novo atraso aumenta a desconfiança de quem depende das rodovias para trabalhar, transportar mercadorias, viajar ou simplesmente chegar em segurança

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PARCERIA ANTIGA

Chama atenção carros em Bragança no Pará adesivados com fotos do Raimundão para deputado estadual e Pioneiro para deputado federal. Tudo indica que valeu a pena recentemente, o almoço do ex-prefeito de Ananindeua na casa do ex-prefeito bragantino. Simplesmente um gesto democrático. Antigas parcerias políticas no PSDB.

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“AMANTES” DA “VIÚVA”

Há um empresariado brasileiro — ou seria melhor dizer um certo “capitalismo podre”, instalado há décadas no país — que descobriu uma maneira elegante de esconder suas velhas práticas: passou a chamá-las simplesmente de “mercado”. É uma palavra bonita, neutra, quase inocente. Mercado não tem rosto, não tem partido, não tem ideologia e, aparentemente, também não tem memória. O mercado sobe, o mercado cai, o mercado reage, o mercado se anima. E assim, por uma dessas mágicas da linguagem econômica, homens de carne e osso desaparecem atrás de uma abstração. Agora, diante de prisões, investigações e apurações envolvendo velhos negócios, há quem comemore. Um dos sinais mais eloquentes da festa aparece justamente onde se costuma procurar a racionalidade absoluta: nas bolsas de valores. A alta das ações é apresentada como

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FALTANDO TRATAMENTO

Para os torcedores paraenses o Campeonato Brasileiro, poderia tranquilamente ser chamado de Calvário. A cada jogo um sofrimento. As dores são sentidas de maneira paulatina. As poucas alegrias vêm de resultados de concorrentes que vão ajudando como analgésicos. Servem apenas como paliativos em pacientes terminais. Numa rápida anamnese os médicos conhecem perfeitamente a origem da doença. Conhecem o que provocou o mal. O diagnóstico demonstra ausência de boa gestão combinada com infecções provenientes de contratações contaminadas com bactérias ou vírus. A receita é esperar as próximas competições que venham para o uso de antídotos ou antibióticos. A fórmula é natural, e deve ser profilática, sem precisar das mirabolantes.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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