COMÉRCIO DE BRAGANÇA PARADO NO TEMPO

O comércio varejista de Bragança, no nordeste do Pará, anda com um silêncio estranho. As portas estão abertas, as vitrines organizadas, mas o movimento parece ter ficado pelo caminho. Quem passa pela rua principal percebe logo: menos gente entrando nas lojas, vendedores encostados no balcão, o relógio andando devagar. Não é exatamente abandono, mas uma espécie de pausa coletiva. Os comerciantes conversam entre si, comentam que as vendas diminuíram, que o cliente olha, pergunta o preço e vai embora prometendo voltar depois. E esse “depois” quase nunca chega. Bragança sempre foi uma cidade de comércio vivo, de feira cheia e rua movimentada. Talvez seja apenas uma fase, um momento de respiro forçado no ritmo da cidade. Ainda assim, quem depende do caixa no fim do dia sente que, por agora,

Leia Mais »

CARREGADORES DE MEMÓRIAS

Na política, há lugares silenciosos onde os passos ecoam mais que as decisões. Repartições esquecidas, corredores longos, mesas cheias de papéis que ninguém lê. É ali que, muitas vezes, vão parar certos políticos: não os mais interessados, mas curiosamente os que conhecem bem demais as engrenagens das gestões. Chamam esses lugares de “cemitério de elefantes”. Não porque estejam mortos — mas porque carregam memórias pesadas demais. Sabem onde os projetos nasceram, onde os recursos sumiram, onde as promessas ficaram pelo caminho. E assim seguem, entre carimbos e arquivos, guardando histórias que raramente chegam ao público. No silêncio dessas salas, a política às vezes parece menos sobre governar… e mais sobre lembrar demais.

Leia Mais »

LIMITES

Na política, como na vida,  uso e abuso são coisas completamente diferentes. Usar o poder é exercer a função para a qual se foi escolhido; abusar é ultrapassar limites, esquecendo que autoridade não é licença para tudo. O uso constrói pontes, resolve problemas e respeita a confiança do povo. O abuso, ao contrário, corrói a democracia, enfraquece instituições e transforma o que deveria servir à coletividade em instrumento de interesse próprio. Entre um e outro existe uma linha fina — e é justamente nela que se mede o caráter de quem governa

Leia Mais »

UM INVESTIMENTO

Numa cidade qualquer, apareceu um candidato diferente. Não prometia ponte, hospital, nem Wi-Fi na praça. Prometia apenas uma coisa:  não gastar dinheiro na campanha. Resultado? Quase ninguém acreditou. O povo já estava acostumado ao político que chega distribuindo santinho, gasolina, churrasco e sorriso de três metros. Esse novo candidato chegava só com um panfleto amassado e uma caneta emprestada. Diziam: “Assim não ganha eleição, meu filho. Política sem dinheiro é igual futebol sem bola.” Mas ele insistia. Dizia que, se o sujeito não tem dinheiro para gastar tentando ganhar poder, talvez tenha mais cuidado quando estiver lá dentro administrando o dinheiro dos outros. Alguns riram. Outros coçaram a cabeça. Afinal, a lógica era estranha demais para a política moderna: candidatar-se para servir, e não para investir esperando lucro depois. No

Leia Mais »

CENÁRIO DO AGRONEGÓCIO NA ECONOMIA

Segundo o jornal Correio Braziliense – “O Brasil encerrou 2025 registrando um marco histórico nos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, com mais de cinco mil empresas buscando reorganizar suas finanças. O agronegócio, tradicional motor da economia, liderou o movimento, com 1.990 solicitações, um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior e seis vezes acima da média nacional”. Quem diria que até o então ‘endeusado’ agronegócio estaria na linha de frente? Vale apenas um lembrete, que quase sempre, esta categoria, desde há muito vive pedindo carências e renegociações de dívidas junto aos bancos de desenvolvimentos. Esta estratégia não é nova, muito pelo contrário.

Leia Mais »

VIRALATISMO

Dizem que o brasileiro tem coração grande, mas às vezes anda com a cabeça baixa — como um cachorro sem dono na rua. Foi assim que o jornalista Nelson Rodrigues enxergou o país depois do trauma de 1950 (perda da Copa do Mundo de futebol em casa): um povo talentoso, criativo, cheio de brilho, mas desconfiado de si mesmo. Chamou isso de complexo de vira-lata — essa mania de achar que tudo o que vem de fora é melhor, mais bonito, mais importante. No fundo, talvez seja apenas falta de memória. Porque, vez ou outra, o Brasil levanta a cabeça, mostra os dentes e lembra que o vira-lata também sabe correr, lutar e, quando quer, até vencer. Introduzido por vezes também na política, um sentimento de inferioridade e autodepreciação que

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456