UNIÃO SEM SALVADOR

De tempos em tempos, o Brasil parece entrar no mesmo ciclo: a esperança depositada em um “salvador da pátria”. Surge alguém prometendo resolver todos os problemas, acabar com a corrupção, transformar a economia e reorganizar o país quase como num passe de mágica. O discurso é forte, cheio de promessas e certezas. Mas a história já mostrou que, quando se trata de governar um país complexo como o Brasil, milagres não existem. O Brasil não precisa de heróis solitários. Precisa de gestão, diálogo e maturidade política. Um país continental, diverso e cheio de desafios não se conduz com frases de efeito ou soluções simplistas. Ele exige planejamento, experiência administrativa e, principalmente, capacidade de unir pessoas diferentes em torno de objetivos comuns. O problema é que a ideia do “salvador” costuma

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A DECÊNCIA

“Velho, sim. Velhaco, não’’- A frase de Ulysses Guimarães atravessou o tempo como um recado direto à consciência pública. Na época, era resposta a quem confundia idade com fraqueza e experiência com atraso. Hoje, porém, ela parece ecoar em outro sentido. Nos dias atuais, o problema já não é apenas a idade de quem está no poder, mas a integridade. Há jovens velhacos e velhos dignos; há discursos modernos que escondem práticas antigas. A frase continua atual porque lembra algo simples: o caráter não envelhece — ou se tem, ou não se tem. Num tempo de redes rápidas e memórias curtas, a política muitas vezes troca a verdade pela conveniência. Por isso, repetir “velho, sim; velhaco, não” é mais do que defender a honra de um homem. É cobrar de

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O MESMO PELO MESMO

Sem dúvidas, a história repete fatos. Depois de um bem avaliado governo, o mineiro Juscelino Kubitschek, passou a faixa presidencial ao paulista Jânio Quadros. Este renunciou com poucos meses no mandato e assumiu o gaúcho João Goulart. O Brasil entrou em crise política. O retorno de Juscelino ao governo era inevitável. As eleições presidenciais se aproximavam e a imprensa brasileira temia a vitória do mineiro. Diante do fato quase consumado veio o golpe militar, apoiado por grande parte da imprensa, empresários gananciosos e pela ferrenha oposição, principalmente o jornalista carioca Carlos Lacerda. Há quem diga que com apoio até do próprio Juscelino. Assim caminha a história política brasileira. Não custa lembrar que na época havia também uma enorme intromissão dos Estados Unidos em quase todos os países das Américas, com

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CAMPANHAS PELO PODER

Campanhas jornalísticas são conjuntos de reportagens, artigos e materiais multimídia, organizados de forma planejada e contínua, que visam investigar e, conscientizar um público e, muitas vezes, pressionar por mudanças sobre um tema, problema social ou causa específica. Com a proximidade das eleições os ‘jornalões’ e poderosas mídias brasileiras empreendem mais uma ‘campanha’, dentre várias já produzidas em outras épocas. Detalhe – a maioria delas bem patrocinada.

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CANDIDATURA DE FLEXA RIBEIRO

Pelo andar da carruagem é possível perceber o caminho. O ex-senador Flexa Ribeiro que também já foi presidente do PSDB no Pará, poderá agora ser candidato a deputado estadual nas próximas eleições. Inclusive com a possibilidade de uma parceria com a candidatura de Lena Ribeiro Pinto à deputada federal. Ela é esposa de Nilson Pinto, atual presidente do Ideflor Bio e quem comanda o PSDB paraense.

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VERDADEIRA OPOSIÇÃO

Ser apenas oposição, por alguns fatores ou por discordâncias pontuais de certos valores políticos, nada significa por si só. O gesto de negar é fácil; difícil é construir. A crítica vazia faz barulho, mas raramente move as engrenagens da realidade. Ser opositor exige mais do que levantar a voz — exige apontar caminhos. Projetos factíveis, ideias que possam sair do papel, coerência entre o que se diz e o que se propõe. Sem isso, a oposição vira apenas eco, repetindo descontentamentos sem oferecer horizonte. No fim, a política que transforma não é a que apenas resiste, mas a que, mesmo do outro lado da mesa, consegue mostrar que há outro modo possível de fazer.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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