
FRENTISTAS E FRENTES
Quando um governo no Brasil anuncia a criação de uma “comissão” para resolver determinado problema, o cidadão já pode preparar o bolso e perder as esperanças. É quase uma confissão antecipada de que a solução não virá. Afinal, comissão é aquele lugar onde os problemas entram andando e saem de ata, relatório e, eventualmente, uma bela fotografia para o arquivo. Agora, os parlamentares também aderiram à moda, mas resolveram modernizar o vocabulário. Em vez de comissão, criam uma “frente”. Hoje há frente para quase tudo: para defender causas, combater problemas, promover ideias e, principalmente, demonstrar que alguém está fazendo alguma coisa. A diferença entre comissão e frente parece ser apenas semântica. O objetivo continua o mesmo: muita reunião, discursos inflamados, nomes pomposos e resultados discretos, quando não inexistentes. Aliás, uma




