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Pero Vaz de Caminha

CONSELHO DO ULYSSES

A educação sempre nos ensinou que não devemos recusar aquilo que nos é oferecido de maneira espontânea, sobretudo quando o gesto vem acompanhado de boa vontade e disposição para colaborar. Na política, essa lição também tem seu valor. Ulysses Guimarães, um dos grandes nomes da luta pela redemocratização do Brasil e símbolo das Diretas Já, costumava lembrar que – “em política, não devemos ciscar pra fora”. Uma frase simples, mas carregada de significado e experiência. Não se devemos transformar a política em um ambiente de vaidades, onde a desconfiança fala mais alto do que o interesse coletivo. É claro que apoiar não significa abrir mão de princípios, assim como acolher não significa concordar com tudo. A política exige diálogo, responsabilidade e capacidade de conviver com as diferenças. Afinal, quando muitos

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QUERIA SER…

“Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje, não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino”. Nascer no Dia das Crianças foi mais que uma coincidência na vida de Fernando Sabino (1923-2004), autor dessa frase. Ao longo de mais de seis décadas dedicadas à literatura, o escritor belo-horizontino, fez da infância a protagonista de várias de suas crônicas e romances. Não é à toa que seu epitáfio diz: “Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino”.

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REELEIÇÃO OU RETORNO?

Na política, a dúvida é uma companheira constante, e em Bragança, no nordeste paraense, as conversas sobre o futuro já começam a ganhar espaço nas esquinas, nas rodas de bate-papo e nos bastidores da política local. Com os olhos voltados para as eleições municipais de 2028, uma pergunta chega à redação do Blog Pero Vaz de Caminha e promete alimentar muitas conversas: afinal, o atual prefeito Mário Júnior pretende entrar na disputa pela reeleição ou o ex-prefeito Raimundão poderá voltar ao cenário eleitoral? Por enquanto, entre expectativas, especulações e silêncios estratégicos, o cenário permanece aberto. Na política, como se sabe, nem sempre os movimentos acontecem à luz do dia, e aquilo que hoje é apenas uma pergunta pode, amanhã, se transformar em fato político. Até lá, Bragança segue observando, comentando

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A SOBERBA AFUNDA UM GRUPO POLÍTICO

Na política, a soberba costuma ser uma conselheira silenciosa, mas seus estragos são barulhentos. Ela faz o líder acreditar que sua vontade basta, que sua palavra não precisa ser questionada e que todos ao seu redor devem apenas seguir suas decisões. É nesse momento que o diálogo perde espaço, as alianças se enfraquecem e o projeto coletivo começa a naufragar. Um líder que não aceita ouvir deixa de enxergar o tamanho do caminho que ainda precisa percorrer. Confunde autoridade com imposição, lealdade com submissão e articulação política com a simples obrigação de os outros concordarem com suas escolhas. Aos poucos, fecha as portas para aqueles que poderiam contribuir, ignora experiências importantes e transforma possíveis aliados em espectadores de decisões tomadas a portas fechadas. O problema é que, na política, ninguém

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DO PARLAMENTO À PREFEITURA

A expressiva vitória de Renato Oliveira em sua reeleição para deputado estadual reforça seu espaço no cenário político do Pará e coloca seu nome em evidência nas articulações para a disputa pela Prefeitura de Bragança, em 2028. Com o resultado das urnas, o parlamentar passa a ser citado como um possível protagonista da próxima corrida eleitoral no município do nordeste paraense. Curiosamente, porém, em seu discurso de agradecimento pela votação recebida, Renato preferiu destacar o nome da atual vereadora Tati Rodrigues como opção para a sucessão municipal. O gesto abre espaço para diferentes interpretações: sinal de apoio a um projeto político, demonstração de lealdade a uma aliada ou indicativo de que seus planos para 2028 podem passar por outro caminho. Na política, nem sempre o silêncio diz menos que as

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ANAIS DA POLÍTICA BRASILEIRA

Na eleição municipal de São Paulo, em 1985, Fernando Henrique Cardoso cometeu uma imprudência simbólica: antes mesmo de a apuração terminar, posou sentado na cadeira de prefeito. Talvez tenha confundido expectativa com vitória, pesquisa com destino, desejo com realidade. Do outro lado estava Jânio Quadros, velho conhecedor dos caprichos da política e de seus rituais. Quando as urnas confirmaram sua vitória, Jânio não deixou passar a oportunidade. Mandou desinfetar a cadeira que o adversário havia ocupado antecipadamente. A cena entrou para o folclore político brasileiro. De um lado, a pressa de quem já se imaginava no poder; do outro, a ironia de quem fez questão de lembrar que o trono ainda tinha dono. Na política, como na vida, há uma diferença entre sentar na cadeira e conquistar o direito de

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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