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Pero Vaz de Caminha

REFLEXÃO SOBRE A NOTA

Há notícias que despertam mais do que curiosidade; despertam espanto. Uma delas foi a nota publicada na tradicional coluna Repórter 70, do Jornal O Liberal, informando que proprietários de cartórios estariam na liderança do ranking nacional de patrimônio acumulado. É interessante. Mas difícil de acreditar sem um inevitável levantar de sobrancelhas. Afinal, cartorários exercem uma função delegada pelo Estado, como serventuários da Justiça, e não deveriam ser vistos como protagonistas de grandes fortunas. Quando uma atividade pública, ainda que exercida em caráter privado, passa a chamar atenção mais pelo patrimônio de seus titulares do que pelo serviço prestado à sociedade, a notícia deixa de ser mera curiosidade e se transforma em motivo para reflexão.

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CHEQUE MORADIA COM CABO ELEITORAL

Há quem diga que eleição é feita de propostas. Há quem jure que é feita de circunstâncias. E, de tempos em tempos, a realidade insiste em dar razão aos segundos. Em Bragança, no Pará, a prisão de um militante político, investigado por suposto estelionato envolvendo cheques moradias que pertencem à ações públicas e sociais do governo estadual, acabou chamando atenção menos pelo caso em si que é grave e mais pelo momento em que aconteceu. Como de costume, as esquinas da política logo trataram de completar a notícia: dizem as más línguas — e até algumas boas — que o envolvido estaria atuando como cabo eleitoral de um candidato a deputado. Em campanha, coincidências quase nunca passam despercebidas. E, no tribunal da opinião pública, as circunstâncias costumam falar antes mesmo

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‘BOCA DE FORNO’ DO TRUMP

Tem gente que nunca deixou a infância. Só mudou o tamanho do quintal. No lugar da rua de terra, o tabuleiro virou o mapa-múndi. Trump parece brincar de “boca de forno” com os países da América do Sul. Faz pose de mestre da roda, distribui ordens, lança desafios e espera um coro imediato: “Faremos tudo o que seu mestre mandar.” Quem hesita, discorda ou resolve pensar com a própria cabeça recebe a velha “prenda”. Não é pagar mico nem cantar uma cantiga. A punição vem em forma de aumento de tarifas, barreiras comerciais e outras broncas econômicas. Na brincadeira de criança, tudo acabava quando alguém ia embora para casa. Na política internacional, porém, as prendas custam empregos, comércio e desenvolvimento. E, nesse jogo, o recreio costuma sair caro demais.

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O SOBRENOME VENCEU

Na política, até a gratidão parece ter prazo de validade. Tem deputado estadual que já fazia as contas com o apoio garantido depois de enviar emendas parlamentares para Augusto Corrêa. Mas o roteiro mudou quando o prefeito Estrela resolveu lançar a própria filha como candidata ao mesmo cargo. Descobriram, um pouco tarde, que emenda abre portas, mas sobrenome ainda continua sendo o melhor cabo eleitoral dentro de casa.

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AJUDANDO O TURISMO DE BRAGANÇA E REGIÃO

O maior complexo turístico e imobiliário da região Bragantina no Pará inaugura a primeira fase de sua pista de pouso, recebendo com sucesso amigos aeronautas. O Ville Acqua Park sempre inovando e buscando cada vez mais melhorias para nossos clientes e para cidade de Bragança.

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Pero Vaz de Caminha

APENAS VONTADE DE VOLTAR

Na política paraense, a memória costuma ser seletiva. Há quem hoje escreva críticas severas, mas que, não faz muito tempo, ocupava lugar confortável sob a sombra de outros governos. Para alguns conhecedores desse cenário, o tom inflamado não revelaria exatamente preocupação com o interesse público, e sim uma conhecida “dor de cotovelo” — ou a saudade das benesses que um dia acompanharam a proximidade do poder. É uma leitura que circula nos bastidores, embora esteja longe de representar um consenso. Afinal, não se trata de uma avaliação coletiva, mas de percepções estritamente pessoais de quem observa a política com suas próprias lentes. Nessa arena, cada narrativa encontra seus defensores, e cada crítica carrega, além das palavras, a história de quem a escreve.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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