NEGOCIATAS NO PODER

No balcão de negócios entre o Legislativo e o Executivo, a população nunca encontra cadeira para sentar. Ali, as negociações acontecem em voz baixa, com sorrisos ensaiados e apertos de mão que valem mais do que discursos inflamados em plenário. Trocam-se cargos, verbas, favores e silêncios, tudo embalado em palavras bonitas como “governabilidade” e “interesse público”. Enquanto isso, do lado de fora, o povo observa pela vitrine embaçada. O balcão é lustroso, mas o caixa nunca fecha para quem paga impostos: sempre falta saúde, educação, segurança e sobra paciência. Curioso é que, ao fim do expediente, todos os negociadores se dizem vencedores. O Executivo garante apoio, o Legislativo garante espaço, e ambos juram ter pensado no país. Só a população não aparece na foto da vitória. Ela fica com o

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SEM ENERGIA ELÉTRICA EM BAIRROS DE BRAGANÇA

Bragança, no nordeste do Pará, felizmente não está sofrendo em razão de mudanças climáticas, como aconteceu recentemente no sudeste brasileiro, onde milhares usuários ficaram sem energia elétrica, provocando sérios problemas aos paulistanos. No entanto desde ontem 17/12 que parte dos bairros Vila Sinhá e Perpétuo Socorro, em Bragança,s está sem energia elétrica da distribuidora Equatorial, também provocando sérios problemas para a população. Por enquanto a situação persiste, sem que haja solução dos responsáveis. Segundo informações, ontem queimou um transformador e a Equatorial, continua esperando a chegada de outro para fazer a troca. Impressionante que este equipamento não tenha no estoque da empresa em Bragança.

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SILÊNCIO SEPULCRAL

O silêncio que se instala após certas vitórias políticas não é o da reflexão, mas o da conveniência. Bastou o resultado sair do jeito esperado — graças a artimanhas que nunca aparecem na propaganda — e o verbo foi recolhido ao bolso, junto com o sorriso contido. Esse silêncio não é falta de assunto. É excesso de cálculo. Melhor, então, posar de estadista ponderado, como se a quietude fosse virtude e não estratégia. É um mutismo seletivo. Por fim, o silêncio revela mais do que qualquer discurso. Ele confirma que a vitória não pediu aplausos porque não suportaria perguntas. E assim a política segue, provando que, para alguns, o maior talento não é convencer — é desaparecer no momento exato em que deveriam explicar. O fato exposto é apenas que

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DE DOIDO APENAS O DISCURSO

Ele vive dizendo que é doido, que fala o que pensa e age por impulso, gosta de ser chamado de doido. Mas a loucura, curiosamente, nunca chega perto do próprio bolso. Não rasga dinheiro, não despreza privilégios, não abre mão de vantagens. A “doidice” é só no discurso, bem calculada, ensaiada para parecer coragem. Porque, no fundo, há políticos que podem até fingir descontrole — mas quando o assunto é dinheiro, a sanidade é absoluta.

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OS PRIMEIROS SINAIS

Por muito tempo um longevo político paraense, que conseguiu chegar a quase todos os cargos eletivos, desde de a instância municipal até à federal, costumava comentar o cargo de prefeito de Belém – muito perigoso e muito difícil de governar, em quase todos os aspectos. Por isso mesmo nunca se atreveu a se candidatar para esta proeza. Grande verdade! O atual prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), deve estar arrependido da missão que recebeu e aceitou. Parece que a real carruagem começa a andar e ele somente agora percebe os solavancos iniciais.

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COM OUTRA INTENÇÃO

Dizem que a história não anda em linha reta; ela prefere os atalhos do vento. A influência holandesa que um dia fincou bandeiras em Pernambuco — nos traços urbanos de Recife, no açúcar organizado, na teimosia de planejar — parece ter pegado carona nas marés do Atlântico e subido a costa. Agora, ela sussurra em Belém do Pará. Não vem em caravelas nem com Maurício de Nassau à frente e nem com qualquer holandês. Chega discreta, em parcerias e interesses pessoais que falam por si só. Pernambuco já foi laboratório; Belém, agora é vitrine cobiçada de alguns pernambucanos. A história, afinal, repete-se não como cópia, mas como intenção de lucros mais fáceis

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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