MERA ENGANAÇÃO

Na política, sempre aparece um tipo raro: o presepeiro. Aquele sujeito que não governa, não articula, não entrega nada — mas adora montar cena. Vive cercado de luzinhas, figurantes e promessas brilhantes, como se cada entrevista fosse noite de Natal e ele, claro, fosse o menino iluminado da vez. O presepeiro chega sorrindo, abraça crianças, distribui tapinhas nas costas, acena, posa, faz nova pose e compõe a foto perfeita. O problema é que, quando as câmeras desligam, a manjedoura some e só fica o vazio: nenhuma obra, nenhum projeto, apenas o cenário desmontado e o eco do próprio marketing. No fim, o povo aprende: presépio bonito não sustenta cidade. E político que vive de pose termina descobrindo, tarde demais, que palco não governa — só engana. Até o dia em

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VISITANTE TARDIO

Perdido entre mapas e promessas, o político percebeu que sua terra natal já não se curvava ao seu discurso gasto. Ali, onde antes bastava um aceno para juntar aplausos, agora só encontrava portas pela metade e sorrisos educados demais. Então decidiu se aventurar por outras bandas, como quem troca de rio esperando que a água nova lhe devolva o brilho antigo. Mas política não é garimpo: não adianta bater enxada em solo alheio achando que o ouro brota por simpatia. Onde chegava, era visto como visitante tardio, desses que só lembram o caminho quando o terreno de casa endurece. E assim, tentando crescer longe de onde murchou, descobriu que prestígio não se carrega na mala — nasce onde se planta verdade, não onde se foge da própria sombra.

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JERICÓ OU JERICO?

Alguns confundem o cerco de Jericó com ideia de jerico. No cerco na cidade de Jericó, que era grande e fortificada, os israelitas a tomaram com facilidade, sob o comando de Josué somente tocando trombetas e gritando, as muralhas da cidade caíram em obediência a ordens Divinas. Por outro lado, vendo alguns dicionários brasileiros, descobri que ideia de jerico não tem nada a ver com a história hebraica é apenas má ideia. Ideia tola. Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula. Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula. Se tivermos mais acuidades em várias decisões políticas, poderemos ter a certeza que a maioria é ideia de jerico.

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BAILANDO NO PODER

Há quem diga que a política é uma dança. Mas, se for, é daquelas coreografias improvisadas, onde ninguém sabe muito bem o passo — só quem manda na música. E, quando mudam os donos do som, ah… os aliados do poder viram verdadeiros artistas do improviso. Ontem, defendiam com unhas, dentes e até cotovelos as virtudes do líder de então. Juravam que era o único capaz de conduzir o barco, mesmo que o barco estivesse entrando água pelas laterais. Hoje, com o novo comandante no leme, acordam renovados, lavados, purificados. O que antes era ruim agora é ótimo; o que era desastroso agora é “um mal necessário”; e quem era quase um inimigo da pátria se torna, como num passe de mágica, um sábio incompreendido que só precisava de uma

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GOLPE NO CAIXA

Preocupação de consumidores que se queixam de possíveis golpes em alguns estabelecimentos comerciais. Segundo informações via internet poderá estar acontecendo com compradores quando chegam aos caixas. É notado e reclamado por alguns, que no sistema de pagamento o preço estipulado nas gôndolas ou em outros departamentos, não são os mesmos que se apresentam na hora da passagem pelo balcão checkout.

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FALTA DE ASSUNTO?

A expressão “rei morto, rei posto” se refere à rápida e contínua sucessão de poder, geralmente em um contexto político, onde o substituto assume imediatamente após a saída do anterior. Por extensão, a frase é usada para descrever qualquer sucessão de poder, seja no governo, em uma empresa ou em qualquer outra hierarquia, onde a saída de um líder não causa um vácuo de poder, já que o próximo assume imediatamente. É frequentemente utilizada em discussões políticas para comentar a transição de governos ou líderes, como no caso de afirmações recentes sobre a política brasileira. Isto poderia estar acontecendo na Câmara Municipal de Bragança, no nordeste paraense? Onde é o tema principal entre alguns vereadores. A discussão em quem é o melhor gestor, o ex-prefeito ou o atual ?

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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