CASSAÇÃO PELO LEGISLATIVO

A cassação de um mandato pelo Legislativo raramente nasce do apego rigoroso às leis. É, quase sempre, um ato político vestido de rito jurídico. Os votos não seguem códigos, seguem conveniências; não obedecem à técnica, mas ao clima do plenário. As prerrogativas jurídicas até entram na sala, mas ficam sentadas no fundo, assistindo em silêncio. No centro do palco, quem decide é a correlação de forças, os acordos possíveis e os interesses do momento. A toga é simbólica; quem fala mais alto é a política.

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SEM MANDATO EM BRAGANÇA

Extraoficialmente há quem diga pelos corredores e gabinetes da Câmara Municipal de Bragança, no nordeste do Pará, que o plenário na última sessão do ano, ainda poderá apreciar uma deliberação sobre a cassação de um dos pares da casa. Esta decisão poderá acontecer no próximo dia 15, pela manhã. Já no período noturno em outra sessão solene, faz o encerramento de 2025 e o parlamento entrará em recesso. Desta forma, qualquer recurso sobre o assunto, vai ficar para o outro ano, permanecendo o cassado sem mandato e sem recurso.

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DEMONSTRAÇÃO EM EXCESSO

A súbita demonstração de honestidade de certos políticos brasileiros sempre causa espécie — e, pior, uma preocupação silenciosa. Não porque o país tenha se desacostumado à virtude, mas porque, quando ela aparece em excesso, tão ensaiada, tão cintilante, costuma significar que algo foi cuidadosamente colocado fora do foco. É como aquele teatro em que o ator grita sua verdade para que ninguém perceba o truque acontecendo no fundo do palco. No Brasil, quando um político faz questão de repetir que é honesto, a plateia, experiente, ajeita-se na cadeira e pensa: “Se precisou dizer tanto, é porque a honestidade anda com pouca vontade de se mostrar sozinha.”

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NOVOS TEMPOS

Avaliadores de imóveis em Bragança no nordeste paraense, confirmam o aumento de valorização na área próxima da Usina da Paz e de outros órgãos ainda em construção pelo governo do Estado e pela Prefeitura Municipal. Como confirmação do fato, por lá foi comprada recentemente uma residência no valor de 3 milhões de reais (não se trata de nenhuma fazenda), de acordo com informações recebidas pelo blog Pero Vaz de Caminha. Segundo o adágio popular – o povo aumenta, mas não inventa.

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QUEM É QUEM?

Dizem por aí que, se o STF resolvesse montar escritório no Congresso, ninguém perceberia a mudança. As togas caminhariam pelos corredores como quem atravessa seu próprio quintal, enquanto os ternos dos parlamentares se ajeitariam nas cadeiras altas como se sempre tivessem pertencido ali. No fundo, a confusão não estaria na troca de endereço, mas na troca de papéis — porque, de vez em quando, parece mesmo que um julga como quem legisla, e o outro legisla como quem quer julgar. O povo, lá de fora, olha o prédio espelhado e pergunta: “Mas afinal, onde termina um e começa o outro?”. E a resposta, quase sempre, se esconde atrás de portas pesadas, de decisões que chegam tarde e de discursos que chegam cedo demais. E assim seguimos, imaginando esse país onde

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PRÁTICA EXPOSTA

Como sempre acontecem, voltam as especulações sem fundamentos de anúncios de candidaturas precoces em ano pré-eleitoral. Para cargos majoritários tanto no âmbito federal como no estadual. Na maioria são apenas mercadorias expostas para negociações futuras. A estratégia é antiga e bastante surrada. Não passa de jogada no tabuleiro do xadrez político, quando uma pedra é entregue de maneira proposital para que o enxadrista adversário possa ‘comer outras’. Enfim, pura malandragem que não ‘cola’ mais.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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