CASSADA SE LANÇA CANDIDATA À PREFEITA DE BRAGANÇA
No plenário, o mandato foi cassado; no discurso, parece que jamais. A vereadora de Bragança, no nordeste do Pará,Tati Rodrigues (PSDB) saiu pela porta dos fundos da Câmara, mas entrou pela principal do Judiciário, empunhando a tentativa de um mandado de segurança como quem carrega um salvo-conduto moral. Não era apenas a possibilidade de voltar ao cargo — era, sobretudo, a chance de permanecer em cena. Cassada, mas não silenciada, ela descobriu que a política brasileira não termina com a perda do mandato. Pelo contrário: às vezes, começa ali. Entre uma petição e outra, entrevistas surgiram, discursos ganharam tom épico e a narrativa passou a ser de injustiça histórica, perseguição pessoal e coragem solitária. A cassação virou troféu; o processo, palanque. Enquanto o Judiciário decide se houve excesso ou rigor,