QUO VADIS?
Há uma turma nova ocupando silenciosamente as esquinas do tempo: os jovens “nem e nem”. Nem estudam, nem trabalham. Eles carregam nas costas um mundo que mudou de marcha sem avisar, deixando-os ali, no ponto morto, tentando entender o barulho do motor. São jovens que cresceram ouvindo que o futuro era uma rodovia pavimentada, bastava seguir. Só que, quando chegaram na largada, descobriram que o asfalto virou areia movediça, o GPS perdeu o sinal e a placa de “oportunidades” estava enferrujada. E, no lugar onde deveria haver pressa, há espera. Esperam uma chance que não chega, um curso que não dá, um emprego que não aceita, uma sociedade que só cobra. E nessa espera, vão se acostumando a um tipo de invisibilidade que dói mais do que qualquer crítica: a