‘PIRA PAZ, NÃO QUERO MAIS’

Informações oficiosas contam sobre a possibilidade de um armistício em uma guerra entre oposicionistas e governo municipal em Bragança no nordeste paraense. Pelo movimento de suspensão do confronto, o prefeito Mário Júnior (MDB), estaria articulando um tratado de paz. Para isto conversa sigilosamente com o presidente da Câmara, Júnior do Pneu (MDB) e ainda o irmão também vereador João Paulo. Interessante que a proposta direciona apenas para a paz momentânea, mas não para uma convivência política. O futuro como sempre é quem falará, afinal de contas as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, já foram suspensas por várias vezes e depois retornam.

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PAZ E GUERRA

O que seriam as indústrias de armas se não fossem as guerras? Talvez fábricas de panelas, quem sabe. O aço o mesmo, o fogo o mesmo — só mudaria o destino do metal. Em vez de canhões, frigideiras; em vez de balas, colheres. O lucro talvez menor, mas a consciência mais leve. Mas o mundo, parece, não sabe viver sem barulho de pólvora. Sempre há uma bandeira tremulando, um discurso inflamado, uma ameaça inventada. É o combustível perfeito para quem transforma medo em mercadoria. Onde há paz, há tédio para quem vive do conflito. Afinal, como se sustentaria um negócio que precisa da morte para prosperar? Que depende do ódio para manter empregos e dividendos? A indústria da guerra não fabrica só armas — fabrica razões para usá-las. Produz inimigos

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EXAGERANDO

Há políticos que falam tanto em Deus que a gente até pensa que Ele faz parte da assessoria de imprensa. Começam o discurso com “em nome de Deus”, terminam com “se Deus quiser” e, no meio, colocam mais umas dez menções — como se o Criador tivesse delegado a eles a tarefa de representá-Lo no plenário. Esses senhores — e senhoras também — usam o nome de Deus como quem usa crachá: para abrir portas, ganhar respeito e escapar das perguntas difíceis. Quando alguém questiona sobre corrupção, desviam o olhar para o alto e respondem: “Deus sabe de todas as coisas.” E pronto, está encerrado o assunto — afinal, quem ousaria discutir com Deus? Mas o curioso é que Deus, tão presente nos discursos, costuma estar ausente nas atitudes. Ele

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TEATRO NA POLÍTICA

Tem político que descobriu um segredo milenar: fingir-se de doido dá mais voto do que parecer sábio. No palco da política, quanto mais ele fala bobagem, mais o povo acha graça. E se faz de desentendido — mas entende direitinho o jogo que está jogando. Ele tropeça nas palavras, confunde datas, esquece promessas… e todo mundo comenta: “coitado, é meio doido, mas é gente boa.” Pronto: virou folclore, virou “um dos nossos”. O eleitor perdoa o erro, o escândalo, o absurdo — tudo em nome do jeitinho simpático de quem parece não saber o que faz. Mas ele sabe. Oh, se sabe. Por trás do riso fácil, há cálculo. O “doido” é esperto. Enquanto a plateia se distrai com as trapalhadas, ele garante os conchavos, os cargos, as verbas, o

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OBSERVANDO

Sinceramente este país de fato é abençoado por Deus. A prova inconteste é a grande quantidade de mensagens na internet de pessoas exortando as qualidades divinas e conselhos religiosos os mais diversos possíveis. Mensagens espirituais, pastorais… Pelo jeito creio que pelos conselhos recebidos, a nossa população é altamente cristã, ou melhor, judaica-cristã, e assim sendo é um povo que pela lógica deve acompanhar e cumprir em todos os detalhes o reformador judaico e fundador da nova era – Jesus Cristo. Não vejo de outra forma.

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CACHORRO SEM DONO

Político dependente é uma figura curiosa. Vive de apoios, favores e bênçãos de padrinhos, mas não é — e nem deve se comportar como — um cachorro sem dono. O problema é que muitos confundem dependência com servidão. Depender de alguém para começar na política, para ganhar visibilidade ou até para ser eleito faz parte do jogo. Ninguém chega lá sozinho. O perigo é quando o político esquece que apoio não é coleira. Que quem o ajudou a subir não tem direito de puxar a corda a cada decisão. O político dependente de verdade é aquele que reconhece de onde veio, mas que anda com as próprias pernas. Que agradece o empurrão, mas não aceita a mordaça. Que sabe que lealdade não significa obediência cega. Porque quando o político se

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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