PRECISANDO DE LIMPEZA POLÍTICA

Em Bragança, no Pará, o cenário político anda parecendo um igarapé sem controle. As jacintas (insetos) se multiplicam na superfície, bonitas à primeira vista, mas sufocando o que está embaixo. Assim também surgem discursos floridos, ocupando todo o espaço, enquanto o essencial fica sem ar. Nos bastidores, ratos correm apressados, mudam de lado conforme a maré e sobrevivem de restos, sempre atentos a qualquer migalha de poder. Já os gatos, que deveriam manter a ordem, às vezes preferem fechar os olhos, outras vezes fingem caçar apenas para manter a pose. No confronto, ninguém é exatamente predador ou presa. Há mais igualdade do que se admite: todos disputando território, todos alegando utilidade pública. No fim, o povo observa a fauna crescer, a água turvar, e se pergunta quando alguém vai limpar

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CHEGADA DAS INCONVENIÊNCIAS

A gente projeta o futuro como quem traça uma linha reta no papel: limpa, firme, sem borrões. Tudo parece caber ali — planos, certezas, datas marcadas. Mas o tempo, esse sujeito indisciplinado, gosta de dobrar a folha. De repente surgem as inconveniências. Pequenas no começo, quase educadas, pedindo licença para entrar. Depois se espalham: um imprevisto aqui, uma decepção ali, uma conta fora do orçamento, um silêncio onde antes havia promessa. Nada disso estava no projeto. E é nesse instante que o futuro deixa de ser desenho e vira construção de verdade. Porque só permanece de pé o plano que aprende a conviver com os desvios. O resto era ilusão bem-intencionada — bonita no papel, frágil na vida.

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ACREDITANDO SEMPRE

Com a aproximação do ano eleitoral o ex-prefeito de Bragança no nordeste paraense, Raimundão (MDB), não esconde de ninguém muito menos do próprio eleitorado que é candidatíssimo a deputado estadual em 2026. Diante de qualquer pedido de informação responde com firmeza que apesar de estar inelegível no momento, até lá estará liberado pela justiça. Na realidade ter fé é ter confiança absoluta em alguém ou em algo. Lembrando a expressão bíblica – “Fé move montanhas” que permite superar obstáculos gigantescos, que parecem impossíveis.

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FÉ TEMPORÁRIA

Quando o calendário eleitoral se aproxima, começa a piscar em vermelho, o político brasileiro desenvolve um súbito e profundo apreço pela fé alheia. Descobre-se devoto, peregrino e quase beato. Passa a frequentar festas religiosas nos mais distantes municípios, sempre com um sorriso treinado, mãos postas e olhar voltado para o céu — ou para a lente do celular mais próximo. Nessas ocasiões, o santo vira cabo eleitoral, a procissão se transforma em palanque itinerante e a missa termina em sessão de fotos. O político faz questão de chegar cedo, cumprimentar todos, carregar andor, acender vela e repetir frases genéricas sobre “fé do povo” e “tradição que precisa ser preservada”. Não importa muito qual seja o padroeiro; o importante é estar presente, visível e bem enquadrado. Curiosamente, fora do período eleitoral,

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POSTAGEM NÃO É TRABALHO

Há deputado que confunde curtida com voto, compartilhamento com compromisso e postagem com presença. Acredita, sinceramente, que aparecer sorridente em três fotos por semana, repetir bordões prontos e gravar vídeos mal enquadrados seja suficiente para renovar o mandato. Não pisa no chão batido das comunidades, não escuta reclamação, não enfrenta fila nem sol. Mas está sempre “on-line”, convencido de que o algoritmo conhece melhor o eleitor do que o aperto de mão. Vive para a foto, governa para o enquadramento e legisla para a legenda. Esquece que rede social não vota, não enfrenta desemprego, não depende de hospital público nem de estrada esburacada. A internet amplifica, mas não substitui. Ela mostra, mas não garante. No dia da eleição, quando a urna não confirma a popularidade digital, sobra a surpresa —

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CONVERSA AO ‘PÉ DO OUVIDO’

O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB) viajou de férias para o exterior, mas segundo um sempre frequentador do Palácio Antônio Lemos, ele teria deixado um recado político para alguns. Que poderá se transformar em uma bomba de vários megatons. Aborrecido por razões desconhecidas até o momento, confidenciou ao ‘pé do ouvido’ o desejo de renunciar ao cargo. Passaria a faixa para o vice Cássio Andrade e se tornaria candidato a deputado federal nas próximas eleições, inclusive aproveitando também o prestígio eleitoral do vice que está no MDB e que já foi deputado federal.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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