A MESMICE DO MESMO
Nas conversas que esquentam as eleições brasileiras de 2026, o país parece uma sala cheia de vozes, cada uma puxando um fio diferente de preocupação — e todas, de algum modo, interligadas. Há quem fale do bolso, porque o preço do feijão continua sendo tão político quanto qualquer discurso de palanque. A economia vira personagem: ora tímida, ora cheia de promessas, sempre exigindo explicações. No fundo, o eleitor quer saber se o amanhã vai caber no orçamento. Logo ao lado, outro grupo discute segurança pública. Uns defendem mais estrutura, outros mais inteligência, muitos apenas querem caminhar sem medo. É curioso como todos concordam no diagnóstico, mas discordam ferozmente da receita. Do outro lado da roda, a saúde ocupa lugar permanente na pauta. Aprendemos nos últimos anos que hospital lotado não