A MESMICE DO MESMO

Nas conversas que esquentam as eleições brasileiras de 2026, o país parece uma sala cheia de vozes, cada uma puxando um fio diferente de preocupação — e todas, de algum modo, interligadas. Há quem fale do bolso, porque o preço do feijão continua sendo tão político quanto qualquer discurso de palanque. A economia vira personagem: ora tímida, ora cheia de promessas, sempre exigindo explicações. No fundo, o eleitor quer saber se o amanhã vai caber no orçamento. Logo ao lado, outro grupo discute segurança pública. Uns defendem mais estrutura, outros mais inteligência, muitos apenas querem caminhar sem medo. É curioso como todos concordam no diagnóstico, mas discordam ferozmente da receita. Do outro lado da roda, a saúde ocupa lugar permanente na pauta. Aprendemos nos últimos anos que hospital lotado não

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CAMELÔS DE VOTOS

Os políticos, por necessidade sempre tiveram olhos de mosca, ou seja, sempre alertas com visão para os lados, pra baixo e pra cima, enfim, com olhar amplo para não serem apanhados pelas surpresas. Além disso faz tempo, que não acreditam mais em Papai Noel. No momento de eleições é preciso mais atenção ainda com os predadores (principalmente as aves de rapina), que de maneira enganosa procuram demonstrar aos candidatos ter votos suficientes para ajuda-los. Esses são os mais perigosos que procuram por antecipação, aqueles candidatos que exibem publicamente ter bastante dinheiro para gastar em campanha. No caso, são verdadeiros tambores (só barulho) e como dizia o Barão de Itararé – O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

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DOR DE VIÚVA

Os políticos fazem parte da humanidade e como tal agem, com todos os ingredientes do ser humano (errados ou certos). Se pudéssemos transformar o cenário brasileiro em peça teatral a cena seria de um velório e logo após um enterro de um cidadão casado. Tanto no velório como no enterro a viúva enlutada recebe da maioria dos presentes, os sentimentos de pesar, oferecimento de apoio em qualquer circunstância, enfim toda a solidariedade possível. Depois de alguns dias, passado o momento do sofrimento ou passado o luto; as propostas apresentadas perdem o valor e não são mais respeitadas pelos propositores. Este é o mundo e não só o mundo político. Segundo um internauta – Nelson Rodrigues dizia que:” Uma dor de viúva dura 48 horas”.

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SER POLÍTICO NÃO DEPENDE DE CONSANGUINIDADE

Ser político não vem no sangue — embora muita gente ainda tente provar o contrário, exibindo sobrenomes como se fossem títulos de propriedade. A verdade é que nenhum gene carrega vocação pública, nenhum DNA traz gravado o interesse coletivo. O que se herda, quando muito, são as histórias de família, as conversas na mesa, os exemplos — bons ou ruins — que rondam a infância. O resto é escolha pessoal, lapidada no atrito entre caráter e ambição. Há quem confunda berço com mérito, como se a cadeira do poder viesse acompanhada de manual de instruções passado de pai para filho. Mas política não é herança de fazenda. É um ofício que se constrói na prática, na escuta, no respeito, no senso de justiça. Ou, quando mal exercido, na sede de

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DISPUTA PELO SENADO

Apesar da movimentação natalina, está criada uma expectativa na política paraense. Próximo ao início do ano das eleições, também começa uma movimentação política. Iniciando pela possível saída do MDB, do presidente da Alepa, o deputado Chicão. Estaria pronto para se filiar ao União Brasil, para se tornar candidato ao Senado. Aguardando apenas o desfecho da expulsão do deputado federal Celso Sabino, do União Brasil. Este deverá escolher um outro partido entre os convites recebidos, também visando uma candidatura ao Senado.

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TETRA OU TRETA?

Escrever ou falar a linguagem brasileira (mistura com a portuguesa) por muitas vezes cria embaraços para muitos. Deputado estadual do Pará, empolgado e com justa razão, a conquista do Flamengo da Libertadores, em Lima, confundiu muitos, com a escrita em forma de gritos de satisfação, no Instagram – é treta, é treta…com certeza gostaria de dizer – é tetra, é tetra… No entanto, o Google explica – “Tetra” significa “quatro” (como em “tetracampeão”) ou “quatro vezes campeão”, enquanto “treta” é uma gíria para uma discussão, briga, mentira ou artimanha.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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