A CABANAGEM COMO EXEMPLO

Aprendi em Cametá à beira do rio Tocantins e arredores, que um jabuti trepado em árvore é por quem alguém ali o colocou. Aprendi em um bar gostoso da praia da Aldeia, que quem o colocou também pode tira-lo. Na praça dos Notáveis, me foi dito que o mesmo se assemelha aos políticos que não têm votos e são produtos de mídias patrocinadoras. Esta põe e o tira do poder quando não atendidas as “vontades” delas. Não os cametaenses, mas sim os gregos chamavam isto de poder plutocrático. Ai que vontade de voltar à beira do Tocantins paraense, para mais aprendizados. Isto acontece nos dias de hoje na política paraense. A Cabanagem, um dos maiores movimentos de revolucionários no Brasil, acontecido naquela região é um grande exemplo a ser seguido.

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EXCESSO DE ESPERTEZA

No começo, ele era só um político “esperto”. Daquele tipo que piscava um olho para cada problema e dava um sorriso para cada solução improvisada. Achava que, com meia dúzia de atalhos e três frases bem ensaiadas, governaria até o fim dos tempos. Afinal, “quem sabe das manhas, não precisa de estrada”. Mas a esperteza — essa velha amiga traiçoeira — cobra caro. No início, ela só pedia pequenos favores: uma manobra aqui, um desvio ali, um gesto de conveniência chegando mansinho. Ele, contente, obedecia. O sucesso parecia garantido, a popularidade inflava como balões de festa infantil. Todos achavam graça, inclusive ele. Até que um dia, o que era só jogo começou a virar vício. Ele já não pisava no chão; flutuava, confiante demais no próprio talento de “dobrar o

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‘PIRA PAZ, NÃO QUERO MAIS’

Informações oficiosas contam sobre a possibilidade de um armistício em uma guerra entre oposicionistas e governo municipal em Bragança no nordeste paraense. Pelo movimento de suspensão do confronto, o prefeito Mário Júnior (MDB), estaria articulando um tratado de paz. Para isto conversa sigilosamente com o presidente da Câmara, Júnior do Pneu (MDB) e ainda o irmão também vereador João Paulo. Interessante que a proposta direciona apenas para a paz momentânea, mas não para uma convivência política. O futuro como sempre é quem falará, afinal de contas as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, já foram suspensas por várias vezes e depois retornam.

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PAZ E GUERRA

O que seriam as indústrias de armas se não fossem as guerras? Talvez fábricas de panelas, quem sabe. O aço o mesmo, o fogo o mesmo — só mudaria o destino do metal. Em vez de canhões, frigideiras; em vez de balas, colheres. O lucro talvez menor, mas a consciência mais leve. Mas o mundo, parece, não sabe viver sem barulho de pólvora. Sempre há uma bandeira tremulando, um discurso inflamado, uma ameaça inventada. É o combustível perfeito para quem transforma medo em mercadoria. Onde há paz, há tédio para quem vive do conflito. Afinal, como se sustentaria um negócio que precisa da morte para prosperar? Que depende do ódio para manter empregos e dividendos? A indústria da guerra não fabrica só armas — fabrica razões para usá-las. Produz inimigos

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EXAGERANDO

Há políticos que falam tanto em Deus que a gente até pensa que Ele faz parte da assessoria de imprensa. Começam o discurso com “em nome de Deus”, terminam com “se Deus quiser” e, no meio, colocam mais umas dez menções — como se o Criador tivesse delegado a eles a tarefa de representá-Lo no plenário. Esses senhores — e senhoras também — usam o nome de Deus como quem usa crachá: para abrir portas, ganhar respeito e escapar das perguntas difíceis. Quando alguém questiona sobre corrupção, desviam o olhar para o alto e respondem: “Deus sabe de todas as coisas.” E pronto, está encerrado o assunto — afinal, quem ousaria discutir com Deus? Mas o curioso é que Deus, tão presente nos discursos, costuma estar ausente nas atitudes. Ele

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TEATRO NA POLÍTICA

Tem político que descobriu um segredo milenar: fingir-se de doido dá mais voto do que parecer sábio. No palco da política, quanto mais ele fala bobagem, mais o povo acha graça. E se faz de desentendido — mas entende direitinho o jogo que está jogando. Ele tropeça nas palavras, confunde datas, esquece promessas… e todo mundo comenta: “coitado, é meio doido, mas é gente boa.” Pronto: virou folclore, virou “um dos nossos”. O eleitor perdoa o erro, o escândalo, o absurdo — tudo em nome do jeitinho simpático de quem parece não saber o que faz. Mas ele sabe. Oh, se sabe. Por trás do riso fácil, há cálculo. O “doido” é esperto. Enquanto a plateia se distrai com as trapalhadas, ele garante os conchavos, os cargos, as verbas, o

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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