QUO VADIS?

Há uma turma nova ocupando silenciosamente as esquinas do tempo: os jovens “nem e nem”. Nem estudam, nem trabalham. Eles carregam nas costas um mundo que mudou de marcha sem avisar, deixando-os ali, no ponto morto, tentando entender o barulho do motor. São jovens que cresceram ouvindo que o futuro era uma rodovia pavimentada, bastava seguir. Só que, quando chegaram na largada, descobriram que o asfalto virou areia movediça, o GPS perdeu o sinal e a placa de “oportunidades” estava enferrujada. E, no lugar onde deveria haver pressa, há espera. Esperam uma chance que não chega, um curso que não dá, um emprego que não aceita, uma sociedade que só cobra. E nessa espera, vão se acostumando a um tipo de invisibilidade que dói mais do que qualquer crítica: a

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MERA ENGANAÇÃO

Na política, sempre aparece um tipo raro: o presepeiro. Aquele sujeito que não governa, não articula, não entrega nada — mas adora montar cena. Vive cercado de luzinhas, figurantes e promessas brilhantes, como se cada entrevista fosse noite de Natal e ele, claro, fosse o menino iluminado da vez. O presepeiro chega sorrindo, abraça crianças, distribui tapinhas nas costas, acena, posa, faz nova pose e compõe a foto perfeita. O problema é que, quando as câmeras desligam, a manjedoura some e só fica o vazio: nenhuma obra, nenhum projeto, apenas o cenário desmontado e o eco do próprio marketing. No fim, o povo aprende: presépio bonito não sustenta cidade. E político que vive de pose termina descobrindo, tarde demais, que palco não governa — só engana. Até o dia em

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VISITANTE TARDIO

Perdido entre mapas e promessas, o político percebeu que sua terra natal já não se curvava ao seu discurso gasto. Ali, onde antes bastava um aceno para juntar aplausos, agora só encontrava portas pela metade e sorrisos educados demais. Então decidiu se aventurar por outras bandas, como quem troca de rio esperando que a água nova lhe devolva o brilho antigo. Mas política não é garimpo: não adianta bater enxada em solo alheio achando que o ouro brota por simpatia. Onde chegava, era visto como visitante tardio, desses que só lembram o caminho quando o terreno de casa endurece. E assim, tentando crescer longe de onde murchou, descobriu que prestígio não se carrega na mala — nasce onde se planta verdade, não onde se foge da própria sombra.

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JERICÓ OU JERICO?

Alguns confundem o cerco de Jericó com ideia de jerico. No cerco na cidade de Jericó, que era grande e fortificada, os israelitas a tomaram com facilidade, sob o comando de Josué somente tocando trombetas e gritando, as muralhas da cidade caíram em obediência a ordens Divinas. Por outro lado, vendo alguns dicionários brasileiros, descobri que ideia de jerico não tem nada a ver com a história hebraica é apenas má ideia. Ideia tola. Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula. Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula. Se tivermos mais acuidades em várias decisões políticas, poderemos ter a certeza que a maioria é ideia de jerico.

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BAILANDO NO PODER

Há quem diga que a política é uma dança. Mas, se for, é daquelas coreografias improvisadas, onde ninguém sabe muito bem o passo — só quem manda na música. E, quando mudam os donos do som, ah… os aliados do poder viram verdadeiros artistas do improviso. Ontem, defendiam com unhas, dentes e até cotovelos as virtudes do líder de então. Juravam que era o único capaz de conduzir o barco, mesmo que o barco estivesse entrando água pelas laterais. Hoje, com o novo comandante no leme, acordam renovados, lavados, purificados. O que antes era ruim agora é ótimo; o que era desastroso agora é “um mal necessário”; e quem era quase um inimigo da pátria se torna, como num passe de mágica, um sábio incompreendido que só precisava de uma

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GOLPE NO CAIXA

Preocupação de consumidores que se queixam de possíveis golpes em alguns estabelecimentos comerciais. Segundo informações via internet poderá estar acontecendo com compradores quando chegam aos caixas. É notado e reclamado por alguns, que no sistema de pagamento o preço estipulado nas gôndolas ou em outros departamentos, não são os mesmos que se apresentam na hora da passagem pelo balcão checkout.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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