TEATRO NA POLÍTICA

Tem político que descobriu um segredo milenar: fingir-se de doido dá mais voto do que parecer sábio. No palco da política, quanto mais ele fala bobagem, mais o povo acha graça. E se faz de desentendido — mas entende direitinho o jogo que está jogando. Ele tropeça nas palavras, confunde datas, esquece promessas… e todo mundo comenta: “coitado, é meio doido, mas é gente boa.” Pronto: virou folclore, virou “um dos nossos”. O eleitor perdoa o erro, o escândalo, o absurdo — tudo em nome do jeitinho simpático de quem parece não saber o que faz. Mas ele sabe. Oh, se sabe. Por trás do riso fácil, há cálculo. O “doido” é esperto. Enquanto a plateia se distrai com as trapalhadas, ele garante os conchavos, os cargos, as verbas, o

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OBSERVANDO

Sinceramente este país de fato é abençoado por Deus. A prova inconteste é a grande quantidade de mensagens na internet de pessoas exortando as qualidades divinas e conselhos religiosos os mais diversos possíveis. Mensagens espirituais, pastorais… Pelo jeito creio que pelos conselhos recebidos, a nossa população é altamente cristã, ou melhor, judaica-cristã, e assim sendo é um povo que pela lógica deve acompanhar e cumprir em todos os detalhes o reformador judaico e fundador da nova era – Jesus Cristo. Não vejo de outra forma.

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CACHORRO SEM DONO

Político dependente é uma figura curiosa. Vive de apoios, favores e bênçãos de padrinhos, mas não é — e nem deve se comportar como — um cachorro sem dono. O problema é que muitos confundem dependência com servidão. Depender de alguém para começar na política, para ganhar visibilidade ou até para ser eleito faz parte do jogo. Ninguém chega lá sozinho. O perigo é quando o político esquece que apoio não é coleira. Que quem o ajudou a subir não tem direito de puxar a corda a cada decisão. O político dependente de verdade é aquele que reconhece de onde veio, mas que anda com as próprias pernas. Que agradece o empurrão, mas não aceita a mordaça. Que sabe que lealdade não significa obediência cega. Porque quando o político se

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DISPUTA ELEITORAL OU JUDICIAL?

Diziam que o povo escolhia seus governantes pelo voto. Era bonito de ver: filas nas escolas, o dedo sujo de tinta, o velho discurso da “festa da democracia”. Mas isso foi antes, no entanto o verdadeiro palanque em Bragança no Pará em 2026, poderá ser um plenário, e a contagem de votos deverá ser feita nos autos judiciais e não nas urnas. As campanhas existirão, é claro — com jingles, abraços e promessas. Mas alguns candidatos de hoje, a deputado estadual, sabem que o destino de suas eleições não depende só do eleitor, e sim de decisões de juízes. O eleitor apertará o botão, mas quem vai confirmar é a toga.

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MEDIÇÃO ERRADA

Infelizmente alguns gestores municipais costumam festejar datas comemorativas de suas cidades com shows, bandas e atrações musicais e também continuam medindo suas atuações executivas através de comparecimento do público aos eventos. Eventos, várias vezes mais caros que obras e serviços, que poderiam minorar dificuldades da população. Repetem a Roma Antiga divertindo o eleitor com pão e circo ocasionais.

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APTIDÃO PARA O PODER

Há quem pense que o poder é uma poltrona confortável, dessas que giram, reclinam e fazem massagem nas costas. Mas o poder, na verdade, é uma cadeira dura — e quem não tem preparo acaba sentando torto. Política não é lugar pra aventureiro que confunde autoridade com vaidade. É ofício de quem sabe ouvir, decidir e, sobretudo, suportar o peso de não agradar a todos. Quem entra nela sem vocação vira ator de um espetáculo triste: fala muito, promete mais ainda e entrega pouco. O problema é que há gente que entra na política como quem entra num baile: de terno novo, sorriso ensaiado e passo desajeitado. Quer ser aplaudido, mas não aprendeu a dançar conforme a música do povo. Aptidão para o poder não é gostar de mandar —

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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