EXAGERANDO
Há políticos que falam tanto em Deus que a gente até pensa que Ele faz parte da assessoria de imprensa. Começam o discurso com “em nome de Deus”, terminam com “se Deus quiser” e, no meio, colocam mais umas dez menções — como se o Criador tivesse delegado a eles a tarefa de representá-Lo no plenário. Esses senhores — e senhoras também — usam o nome de Deus como quem usa crachá: para abrir portas, ganhar respeito e escapar das perguntas difíceis. Quando alguém questiona sobre corrupção, desviam o olhar para o alto e respondem: “Deus sabe de todas as coisas.” E pronto, está encerrado o assunto — afinal, quem ousaria discutir com Deus? Mas o curioso é que Deus, tão presente nos discursos, costuma estar ausente nas atitudes. Ele